Balneário Camboriú compra geradores para evitar falta de água

15795837

A Empresa Municipal de Água e Saneamento de Balneário Camboriú (Emasa) está trabalhando para driblar a falta de água que por muitos verões foi um dos principais problemas na cidade. Para evitar o que ocorreu em dezembro de 2012 e janeiro de 2013, quando quedas de eletricidade fizeram faltar água nas torneiras, três geradores foram entregues ontem à empresa.

Os equipamentos, comprados em setembro, garantirão o funcionamento das bombas da estação de tratamento mesmo em caso de queda de energia. Além disso, poderão ser utilizados durante os horários de alto consumo, como a partir das 18h, durante a alta temporada.

O diretor Administrativo e Financeiro da Emasa, Paulo Milton Júnior, explica que a estação possui cinco bombas e até então operava com apenas um gerador que não estava com sua capacidade total. Com a aquisição dos três novos, as cinco bombas passarão a ser atendidas em caso de falta de luz.

Além disso, o gerador antigo será reformado. Os equipamentos foram comprados, por meio de licitação, de uma empresa de Rio do Sul e chegaram ontem. Os três custaram R$ 437,5 mil, pagos com verba da Emasa, que calculava um gasto superior.
— Estávamos esperando gastar mais de R$ 700 mil, mas como houve concorrência forte entre as empresas, conseguimos esse preço — diz.

Os geradores serão capazes de manter as bombas funcionando em sua capacidade total e ainda possuem uma carga extra. A licitação começou há cerca de dois meses em função da proximidade da alta temporada. De acordo com Milton, a Emasa capta 700 litros de água por segundo em dias normais e durante o verão esse valor aumenta para 970 litros por segundo.

Por isso, a empresa trabalha também na implantação de uma adutora da marginal Leste, para melhorar o abastecimento na Barra Sul, que deve ficar pronta neste ano, e na ampliação da captação de água bruta. A ideia é ter capacidade para captar até 1,2 mil litros de água por segundo. Com os problemas ocasionados no fim do ano passado e início desse ano, o gerador precisou ser acionado em caráter emergencial, mas não foi suficiente para abastecer toda a rede.

O diretor explica que durante a implantação dos novos equipamentos, será estudado junto à Celesc a possibilidade de acionar os geradores nos horários de pico, caso seja viável economicamente.

Marjorie Basso 

marjorie.basso@osoldiario.com.br

Veja mais: http://diariocatarinense.clicrbs.com.br